25 de janeiro de 2009

ÁRVORES


A árvore de galhos finos e flexíveis verga-se com o vento. Em suave balanço seus ramos fluem à paisagem. Cede à brisa ou tempestade; em harmonia com o todo, vive em paz.

A árvore de galhos endurecidos se retorce e enrijece contra a natureza das coisas, em sua verdade isolada, até partir-se em pedaços.
Ainda Eckhart Tolle:
"Uma vez um monge budista me disse: 'Tudo que aprendi nos vinte anos em que sou monge pode ser resumido em uma frase: Tudo o que surge, desaparece. Isso eu sei.' O que ele quis dizer foi o seguinte: aprendi a não oferecer qualquer resistência ao que é; aprendi a permitir que o momento presente aconteça e a aceitar a natureza impermanente de todas as coisas e circunstâncias. Foi assim que encontrei a paz."

4 comentários:

Robson Pinheiro disse...

Oi ju. Durante algum tempo concordei com isso. Que ser flexível o deixa mais forte. Mas o tempo vai passando, as situações vão se acumulando e vc acaba vendo que por mais flexível que seja vc acaba congelando algumas formas de pensar que passam a ser verdade e essas verdades, de algum modo, fazem parte de vc. Há partes de nós (felizmente não todas) que talvez precisem ser imutáveis. Algo como a nossa essência. Vc vai lapidando o diamante, mas ele sempre será um diamante.

Robson

Anônimo disse...

essas nuvens cinzas/
escondendo o céu azul/
também passarão
.
josé marins

Juliana disse...

Sim Robson. A filosofia por trás do texto implica ficar numa boa diante daquilo que nao podemos mudar. E do que podemos também. A filosofia oriental tem essa coisa de "não se identificar", esteja vc fazendo algo ou não. Opor-se ou resistir a algo envolve uma identificação mental, que deve ser eliminada. Fácil falar.

Ale (mestressan) disse...

A árvore flexível mantém também a sua essência imutável. Após os ventos fortes, continua sendo árvore!