27 de janeiro de 2009

CARTA A UM VISITANTE DE SONHOS


Não me julgue o pensar, bem amado...
Pois nas palavras, repouso o que sinto
Tudo o que sei não está naqueles livros,
Mas no que restou deles em mim.
De tanto revirar o meu avesso,
Desfiz-me das frases longas,
Restando-me a matéria explícita...
De sentimentos.
Que se sentem quase sem sentido, pois sabemos
Já não estão realmente aqui...
Foram tantas as vezes que lhes dei abrigo
Que já não tenho o que guardar. A não ser...
Um Universo inteiro... de possibilidades.

Um comentário:

Ale (mestressan) disse...

Talvez um pouco de dor ou de vazio preenchido pela presença em espirito. O amor transcende!