29 de setembro de 2006

SONETO DE AMOR®

De tudo na vida nada espero:
O conhecimento de saber passageiro,
Os louros do mundo lisonjeiro,
E pelo ouro temporal não me esmero.

Mas em tudo na vida te espero:
Nas palavras de valor verdadeiro,
Na entrega de meu ser por inteiro,
Na harmonia total que eu quero.

Pois na roda da vida impermanente,
Tudo o mais será inexistente,
Mesmo o afago de teu calor.

E das coisas todas que acredito,
Restam só os segredos do Infinito,
E os mistérios do teu amor.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sabe, o que mais me encanta nesse poema é o fato de poder lê-lo como um poema religioso e amoroso ao mesmo tempo. Não sei se ele é dedicado à Deus ou alguém que você ama.
Muito bom, parabéns.