29 de setembro de 2006

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO ®

Como posso, de bom grado
Trocar o encanto da floresta
Por este aborrecido fado
O suor diário na testa?

Vejo, presos a grilhões
Trabalhadores tristonhos
Sempre ansiando milhões
A despeito de seus sonhos

Não fruirá seu obrar árido
Da graça de ser sereno
Da doçura de um amor cálido
E do valor de um viver pleno

Assim, não troco a vida inteira
Pela ilusão de futuro estável
Ou a sombra da videira
Por um túmulo confortável

4 comentários:

Anônimo disse...

Estão muito bons seus poemas...parabéns!!!

Ale (mestressan) disse...

Oi Juliana, tudo bem? Lembra deu??? Bela sua poesia...virei mais aqui e logo chegarei por estas bandas frias novamente! Abraços - Ale

Ale (mestressan) disse...

Morei aí uns 2 anos...era sócio no SCSD e participava do grupo Pó&Teias...mas então...devo voltar em breve! Abraços

Anônimo disse...

e vc ão vai postar mais poemas? esse é o suplício do bloguista...rsrs