Conversando com um amigo, lembrei de algo cuja aplicação prática não se pode negar, mas tentarei incluir o mínimo possível de teoria. Existe a noção comum de que devemos lutar pela vida e sobreviver. Mas se a noção espiritualista considera a evolução (espiritual) como sendo o objetivo maior de todos nós, o que significaria a morte diante de encontrar a essência ou realizar o Self, o Eu superior, etc.?
O que o Self deseja é sua própria realização, e para tanto faria qualquer coisa, mesmo que isso custe a morte do próprio eu no (no corpo físico). O objetivo do eu é chegar mais próximo da unidade com o Self, que não perece. O Self pode precisar, naturalmente, produzir uma doença para que esse processo de unificação se acelere, e portanto não deveríamos nos horrorizar com uma eventual morte física. Ao passo que a doença acelera (e muito) a aproximação entre o eu e o Self, a morte a faz cessar. Mas se o Self logrou se apromixar do grande objetivo de ser um com o eu mais do que o faria sem a doença, tanto melhor. Pois não é preciso mencionar o quanto a visão da morte nos aproxima da Vida como ela é, da realidade e portanto da suprema realização.
“A essência transcende a vida e a morte. Depois de algum tempo, ao descobrirmos a nossa essência, mesmo se formos ameaçados com a morte, o que isso importará?” – Almaas.
Assim, devemos esquecer a noção lugar-comum de que viver é o principal objetivo, pois os “deuses” têm um plano muito maior a cada um de nós.
Um comentário:
Sim...sim...claro...você está certa! "Viver não é preciso" e eu complemento...a vida é mais que isso! beijos
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